O cáseo amigdaliano, também chamado de caseum, tonsilolito ou popularmente, bolinha na garganta, se forma em pequenas cavidades existentes nas amígdalas, denominadas criptas amigdalianas. O cáseo é uma massa viscosa e seu nome deriva do latim caseum, que significa queijo, assemelhando-se assim a uma pequena "bolinha de queijo" com um odor forte e desagradável.
Os cáseos amigdalianos podem ser expelidos durante a fala, tosse ou espirros, ou ainda, têm de ser retirados das amígdalas mediante a utilização de instrumentos ou "apertando-se" as amígdalas, podendo gerar ferimentos nestes últimos 02 casos. Os cáseos amigdalianos são um problema que afetam uma significativa porcentagem da população, sem haver até recentemente um método simples, econômico, seguro e não invasivo de tratamento conservador.

O que provoca os cáseos?

Ao que tudo indica, há duas causas: a primeira, o acúmulo de glóbulos brancos nas amídalas (pra quem não sabe, as amídalas produzem anticorpos), que, após muito tempo sem serem requisitados, morrem. Com o acúmulo desses glóbulos brancos, fica essa massa, que quando lotam as amídalas, saem. Isso já foi desmentido, devido a alguns fatores: A) As amídalas só produzem anticorpos durante a infância, sua atividade pára aproximadamente entre os 4 e os 6 anos de idade; B) Mesmo que produzisse os anticorpos, eles só seriam produzidos quando necessários, e automaticamente despejados na corrente sanguínea, tornando impossível o seu acúmulo e C) Para que esses glóbulos saíssem, precisaria haver orifícios nas amídalas. Nesse caso, a sua boa encheria de pus quando você tivesse amidalite. A causa real, então, é a seguinte: algumas pessoas possuem imperfeições, pequenas saliências ou buracos nas amídalas. Não são como uma fenda, dando acesso ao interior delas, mas espécies de "crateras". Nesses buracos, quando você come, mesmo que coma devagar e mastigue bem, se acumulam restos de comida. Como qualquer outro resto de comida que fique na boca, essas sobras vão ser fermentadas pelas bactérias que ali habitam, gerando essa massa de material fermentado. Cedo ou tarde, ele acaba saindo da amídala.

Os tratamentos propostos, até o momento, são clínicos, através do uso de antiinflamatórios, de gargarejos com soluções salinas e anti-sépticas, sem resultados satisfatórios, ou cirúrgicos, através de amidalotomias e amigdalectomias convencionais ou conservadoras, utilizando-se o laser que mantêm parte das amígdalas e que consiste na remoção de parte das cavidades (criptas amigdalianas) em uma sucessivas intervenções cirúrgicas.

Fonte: Só Enfermagem