A cirurgia plástica é dividida em dois ramos principais: a cirurgia plástica reparadora ou reconstrutiva e a cirurgia plástica estética. A cirurgia plástica estética se propõe a trazer as variações da normalidade do corpo para o mais próximo possível daquilo que se concebe como padrão de beleza para uma cultura, em um determinado momento e, também, corrigir as alterações evolutivas do tempo.

Além disso, acresce a essa finalidade o objetivo de melhorar a aparência e a auto-estima e, conseqüentemente, a qualidade de vida, pois são alterações corporais que não configuram doenças, mas causam alterações psicológicas. Vários autores têm constatados em seus trabalhos que os procedimentos estéticos possibilitam o alcance desses objetivos.

Observa-se que muitos clientes que procuram esses procedimentos são portadores de expectativa que acarreta níveis diferentes de ansiedade, justificada pela a coragem de investir em seu corpo, pela procura da solução para o seu problema, desejando que o resultado do tratamento proposto seja o mais próximo possível do idealizado, e pela repercussão que sua nova imagem corporal causará para si e para os outros.

Estabelecer uma relação enfermeiro-cliente é o primeiro passo para que o enfermeiro possa obter informações sobre os desejos do cliente e visualizar a percepção de distorção quanto à auto-imagem, assim como a mudança que o procedimento poderá causar.

Enfermeiros e médicos são obrigados, legal e moralmente, a avaliar e preparar o cliente informando-o e esclarecendo-o quanto ao procedimento a ser realizado, aos cuidados pré e pós-procedimento, aos riscos e benefícios, em linguagem acessível, bem como tentar suprir suas necessidades e questionamentos, para que efetive o processo de tomada de decisão de forma consciente. A liberdade e o esclarecimento para a tomada de decisão são condições necessárias para a manifestação da autonomia do cliente.

Fonte: Scielo