No Brasil, nascem cerca de três milhões de crianças ao ano, das quais 98% em hospitais.

Sabe-se que a maioria delas nasce com boa vitalidade, entretanto manobras de reanimação podem ser necessárias de maneira inesperada, sendo essencial o conhecimento e a habilidade em reanimação neonatal para todos os profissionais que atendem ao recém-nascido em sala de parto, mesmo quando se espera pacientes hígidos sem hipóxia ou asfixia ao nascer.

Deve-se lembrar que, em nosso país, entre 2005 e 2009, 13 recém-nascidos morreram ao dia devido a condições associadas à asfixia perinatal, sendo cinco deles a termo e sem malformações congênitas.

Ao nascimento, um em cada 10 recém-nascidos (RN) necessita de ventilação com pressão positiva para iniciar e/ou manter movimentos respiratórios efetivos; um em cada 100 neonatos precisa de intubação e/ou massagem cardíaca; e um em cada 1.000 requer intubação, massagem e medicações, desde que a ventilação seja aplicada adequadamente.

A necessidade de procedimentos de reanimação é maior quanto menor a idade gestacional e/ou peso ao nascer.

O parto cesárea, entre 37 e 39 semanas de gestação, mesmo sem fatores de risco antenatais para asfixia, também eleva o risco de que a ventilação ao nascer seja indicada.

Estima-se que, no país a cada ano, 300.000 crianças necessitem ajuda para iniciar e manter a respiração ao nascer e cerca de 25.000 prematuros de baixo peso precisem de assistência ventilatória na sala de parto.

Fatores Antenatais:
Idade 35 anos
Idade Gestacional 41 semanas
Diabetes
Gestação múltipla
Hipertensão na gestação
Rotura prematura das membranas
Doenças maternas: Polidrâmnio ou Oligoâmnio
Infecção materna
Diminuição da atividade fetal
Alo-imunização ou anemia fetal
Sangramento no 2o ou 3o trimestres
Uso de medicações (ex. magnésio e bloqueadores adrenérgicos)
Discrepância entre idade gestacional e peso ao nascer
Uso de drogas ilícitas
Hidropsia fetal
Óbito fetal ou neonatal anterior
Malformação ou anomalia fetal
Ausência de cuidado pré-natal
Fatores Relacionados ao Parto
Parto cesáreo
Padrão anormal de FC fetal
Uso de fórcipe ou extração a vácuo
Anestesia geral
Apresentação não cefálica
Hipertonia uterina
Trabalho de parto prematuro
Líquido amniótico meconial
Parto taquitócico
Prolapso de cordão
Corioamnionite
Uso de opióides 4h anteriores ao parto
Rotura de membranas >18 horas
Descolamento prematuro da placenta
Trabalho de parto >24 horas
Placenta prévia
Segundo estágio do parto >2 horas
Sangramento intraparto significante

Fonte: SBP