O autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há mais de seis décadas, mas sobre o qual ainda permanecem, dentro do próprio âmbito da ciência, divergências e grandes questões por responder.

Atualmente, embora o autismo sendo muito conhecido, ele ainda surpreende pela diversidade de características que pode apresentar e pelo fato de, na maioria das vezes, a criança que tem essa perturbação ter uma aparência totalmente normal.
Ultimamente o número de diagnósticos tem aumentado e são concluídos em idades cada vez mais precoces, as suas questões fundamentais vem sendo cada vez reconhecidas com mais facilidade por um número maior de pessoas.

A música, cujo efeito sobre a mente é inegável, e é muito utilizada em técnicas de relaxamento, apresenta a vantagem de ser muito apreciada pelas crianças com autismo e por isso a musicoterapia é a primeira técnica de aproximação com estas crianças. As experiências musicais que permitem uma participação ativa (ver, ouvir, tocar) favorecem o desenvolvimento dos sentidos das crianças. Ao trabalhar com os sons ela desenvolve a acuidade auditiva, ao acompanhar gestos e dançar ela trabalha a coordenação motora, o ritmo e a atenção, ao cantar ou imitar sons ela descobre as suas capacidades e estabelece relações com o ambiente em que vive.

A Musicoterapia promove a comunicação, relacionamento, aprendizado, mobilização, expressão, organização, entre muitos outros aspectos, da pessoa humana, indo ao encontro de suas necessidades físicas, mentais, sociais ou cognitivas. Qualquer pessoa pode ser tratada com musicoterapia. Por ser técnica de aproximação, reduz problemas emocionais ou atitudes que demandariam grandes doses de energia psíquica. É um canal universal de comunicação com o mundo que utiliza como elemento principal a única e verdadeira linguagem universal existente: a música.

Estudiosos afirmam ser a música a única ponte de comunicação possível aos portadores deste tipo de comportamento.

Fonte: Artigo Científico-A Musicoterapia no tratamento de crianças autistas