Quando uma doença ou disfunção surge, procuramos, imediatamente, um profissional capaz de diagnosticar as causas da enfermidade por meio de exames e sintomas e, após a confirmação de um diagnóstico, receitar uma medicação.

Muitas pessoas não compreendem a diferença entre um antibiótico e um anti-inflamatório, não entendendo o porquê de muitas vezes o médico receitar os dois conjuntamente.

ANTIBIÓTICOS

São drogas usadas para combater infecções causadas por microrganismos, em geral bactérias, que invadem nosso corpo.

O termo bio vem do grego bíos, que significa vida, ser vivo. Por isso, biografia, biologia, biosfera, micróbio etc..

Os antibióticos estão indicados em diversas patologias, todas elas têm em comum o fato de serem causadas por microrganismos. Podemos citar a pneumonia, infecção urinária, amigdalite, meningite e tuberculose, só para ficar nos mais comuns.

Geralmente associa-se o termo antibiótico com medicamentos que atacam e combatem infecções bacterianas. No entanto, e apesar de ser esse o uso mais comum, também podem ser utilizados contra fungos. Pelo contrário, não têm qualquer ação relativamente aos vírus. Contra esses existem os antivirais. Por isso que doenças como gripe, HIV, herpes e dengue não são tratadas com antibióticos.

Um antibiótico é o nome utilizado para qualquer medicamento que tem a capacidade de afetar microrganismos causadores de infecções, seja através da sua destruição, seja através da inibição da sua ação. Assim, tanto podem matar os seres vivos que provocam a infecção, como podem diminuir a sua capacidade de agir ou de reprodução, de maneira a que o sistema imunitário tenha maior facilidade em combatê-los.

Diante disso distinguem-se em: bactericidas, quando eliminam as bactérias, provocando a destruição da parede bacteriana; e bacteriostáticos, quando detêm o crescimento das bactérias, deixando ao sistema imunitário a tarefa de eliminar a infecção.

Cada antibiótico tem uma estrutura química diferente e isto afeta a maneira como ele age no corpo. O antibiótico específico e o tipo de infecção para a qual ele está sendo utilizado para tratar, determina o número de dias e o número de doses por dia em que o antibiótico precisa ser tomado. Alguns antibióticos podem ser tomados durante 05 dias, enquanto outros são tomados por 10 a 14 dias. É importante tomar o número de doses especificadas cada dia, durante o número de dias prescritos pelo seu médico.

Os antibióticos mais comuns e antigos são os do grupo da penicilina, descoberta no já longínquo ano de 1928. Atualmente já existem várias classes de antibióticos diferentes, com características e espectro de ação distinta. É sempre bom lembrar que existem milhares de tipos distintos de bactérias, sendo muitas delas biologicamente bem diferentes entre si. Por isso, é perfeitamente normal que um antibiótico seja extremamente eficaz contra uma infecção urinária, mas totalmente inofensivo contra uma pneumonia.

O uso indiscriminado de antibióticos pode levar ao surgimento de bactérias resistentes. Se o regime antibiótico não for bem indicado, além de não erradicar a bactéria, ele ainda pode induzir a formação de cepas resistentes e de mais difícil tratamento. Assim, nunca se automedique com antibióticos, e igualmente importante, quando lhe for prescrito, é imprescindível tomá-lo exatamente como o médico instruiu. Mesmo que deixe de sentir sintomas, o antibiótico deverá ser tomado até ao fim.

No Brasil, a ANVISA aprovou em outubro de 2010 uma nova norma para a comercialização dessas drogas, a fim de dificultar seu uso indiscriminado. Desde então, para a aquisição desse grupo de medicamentos só podem ser comercializadas mediante a apresentação de duas vias da receita médica e esta passa a ter validade de 10 dias para sua compra. Contudo, sabemos que a venda ilegal de antibióticos sem receita médica continua sendo uma problemática no cenário brasileiro.

ANTI-INFLAMATÓRIOS

A inflamação é uma resposta criada pelo nosso sistema imunológico contra agressões. Toda vez que alguma área do nosso organismo sofre uma injúria, o sistema imunológico recruta células de defesa e as envia para o local. A inflamação é o resultado da liberação de diversos mediadores químicos que tem como função proteger o organismo, reparar danos e atacar invasores hostis.

Clinicamente a inflamação se caracterizada na pelos seguintes sinais e sintomas: calor, rubor, dor e inchaço.

As inflamações podem ter várias origens, entre elas traumas, processos alérgicos, queimaduras, contato com substâncias tóxicas e microrganismos. Quando a inflamação é provocada por um germe invasor, damos o nome de infecção. A infecção é uma causa comum de inflamação, mas nem toda inflamação é uma infecção. O exemplo mais fácil de entender são os traumas. Quem nunca bateu com força com alguma área do corpo e ficou como mesmo, vermelho, inchado e dolorido? Neste caso a área lesionada fica inflamada, mas não se encontra infectada.

Os anti-inflamatórios são substâncias usadas para diminuir os sinais e sintomas indesejáveis desta reação de defesa do organismo. Estes medicamentos têm como características, além de diminuir os sinais de inflamação, o alívio da dor e da febre. As substâncias mais comuns desse grupo são: diclofenac, ibuprofeno, meloxicam, piroxicam, nimesulida e cetoprofeno.

Nem todas as infecções necessitam da aplicação de um antibiótico, pela simples razão que as defesas do organismo são suficientes. Assim, é prescrito um anti-inflamatório, não para combater a infecção, mas sim para diminuir os seus efeitos. Não há nenhum problema em se associar um anti-inflamatório a um antibiótico. Pelo contrário, o primeiro alivia os sintomas da inflamação enquanto o segundo ainda não fez efeito.

FONTE: Especialista 24 Horas ; MD Saúde

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