A anemia é definida pela baixa em quantidade ou em tamanho dos glóbulos vermelhos saudáveis. A produção de glóbulos vermelhos depende em parte do ferro sanguíneo, responsável também pela produção da hemoglobina e pelo transporte de oxigênio para os tecidos. Em certas condições, o organismo não dispõe de ferro em quantidade suficiente e isso produz uma anemia por deficiência de ferro, por isso dita ferropriva, ferropênica ou sideropênica

Quais são as causas da anemia ferropriva?
Os glóbulos vermelhos, também conhecidos como hemácias ou eritrócitos, são produzidos pela medula óssea e duram na circulação por três a quatro meses e então são eliminados e substituídos por novos. Como o ferro é um componente importante na formação das hemácias, ele tem que ser permanentemente suprido pela dieta, embora a maior parte das necessidades de ferro seja suprida pela reutilização do ferro dos antigos glóbulos vermelhos.

A anemia ferropriva é o tipo mais comum entre as anemias, sendo responsável por 90% delas. Quando ocorre uma deficiência de ferro no organismo, há falta de matéria-prima para a formação da hemoglobina dos eritrócitos. A incapacidade de produzir hemácias provoca a anemia. A deficiência de ferro no organismo pode ocorrer por perdas decorrentes de sangramentos, em virtude de o organismo, em certas condições, necessitar de mais ferro do que o normal (crescimento, gravidez, amamentação, etc.), de má absorção (geralmente no duodeno ou jejuno), de ingestão deficiente, da infestação por parasitas que expoliam o ferro ou da hematúria (perda de sangue pela urina).

Quais são os principais sinais e sintomas da anemia ferropriva? Na maioria das vezes, os sintomas são leves no início e acentuam-se aos poucos. Se a anemia for muito branda, é possível que nem cause sintomas. Quando eles existem podem começar sendo: mau humor, fraqueza ou cansaço, dores de cabeça, dificuldades de concentração ou raciocínio. À medida que a anemia progride, pode aparecer: coloração azulada no branco dos olhos, unhas frágeis, tontura ao levantar-se, palidez, falta de ar, língua dolorida, infecções mais frequentes, mãos e pés frios, batimentos cardíacos mais acelerados, falta de apetite e desejos incomuns de ingerir certas substâncias não-nutritivas. As anemias ferroprivas podem afetar também o desenvolvimento físico e mental das crianças, acarretando diminuição da capacidade cognitiva e do rendimento escolar. As condições que causam deficiência de ferro podem manifestar-se por fezes escuras, cor de canela, sangramento menstrual intenso, dores no abdome, perda de peso, por exemplo

DiagnósticoPara diagnosticar a existência de anemia, basta o médico valer-se do hemograma completo, observando especialmente o hematócrito e a hemoglobina. Um valor baixo de hemoglobina e do hematócrito dizem que a pessoa tem anemia, mas não indicam o tipo nem a causa dela. Devem ainda ser feitos exames para verificar os níveis de ferro no sangue, como ferritina sérica, nível de ferro sérico e, raramente, exame de aspirado da medula óssea. Outros exames podem ser realizados para investigar as possíveis causas de perda de sangue ou má absorção de ferro, tais como colonoscopia, exame de sangue oculto nas fezes, endoscopia digestiva alta, etc

Tratamento
O principal tratamento é restabelecer uma alimentação rica em ferro e tomar suplementos de ferro, habitualmente, sais ferrosos, como sulfato, gluconato, fumarato ou succinato. No entanto, deve-se primeiro investigar as causas da anemia. Mulheres grávidas ou amamentando precisam ingerir doses extras de ferro, porque geralmente sua dieta normal não cobre as suas necessidades. Alguns alimentos ricos em ferro são: carne de frango e peru, lentilhas, ervilhas e feijões, peixes, carnes vermelhas, fígado (a fonte mais rica em ferro), amendoim, soja, pão integral, aveia, passas, ameixas, damasco, espinafre, couve e outras verduras, especialmente as verde escuras. Casos graves, que estejam a requerer uma recuperação rápida, podem ser tratados com injeções intramusculares ou intravenosas de ferro

Fonte: ABC.MED