A anemia megaloblástica é caracterizada pela diminuição de glóbulos vermelhos, que se tornam grandes, imaturos e disfuncionais (megaloblastos) na medula óssea, e também por neutrófilos hipersegmentados. Essas alterações resultam da inibição da síntese do DNA na produção dos glóbulos vermelhos. Em resumo, na anemia megaloblástica os glóbulos vermelhos são maiores que normalmente e há pouca quantidade de glóbulos brancos e de plaquetas.

Quais são as causas da anemia megaloblástica?

A vitamina B12 é responsável, em parte, pela síntese da hemoglobina e o ácido fólico (ou vitamina B9) tem a função de ajudar na síntese do DNA. Frequentemente a anemia megaloblástica é devida à carência de um ou ambos desses fatores, defeitos genéticos da síntese de DNA, toxinas e drogas. A anemia megaloblástica pode ser causada também por antimetabólitos que interferem na produção de DNA, como alguns quimioterápicos ou antibióticos. A deficiência da vitamina B12 pode também ser devido à ingestão pobre ou dificuldade de absorção desta vitamina. Também a falta de ácido fólico pode estar relacionada aos mesmos motivos ou ao aumento das necessidades orgânicas. Algumas doenças podem gerar anemia megaloblástica: leucemia, mielofibrose, mieloma múltiplo, doenças hereditárias, etc.

Quais são os principais sinais e sintomas da anemia megaloblástica?

Os principais sinais e sintomas da anemia megaloblástica são muito parecidos com os que ocorrem em todas as anemias: perda de apetite e de peso, fraqueza e cansaço, coração acelerado, dores abdominais, enjoos, diarreia, alterações da pele e do cabelo, boca e língua mais sensíveis, dormência nos dedos, etc. Se a anemia megaloblástica ocorre durante a gravidez pode levar ao parto prematuro e/ou à malformação fetal. Na criança, ela pode prejudicar o crescimento e a puberdade.

Diagnóstico

O hemograma pode mostrar diminuição do número de hemácias e de hemoglobina, aumento do volume corpuscular médio (VCM > 95 fl ou 95 fentolitros), alterações da hemoglobina corpuscular média (HCM), contagem diminuída de reticulócitos, contagem diminuída de plaquetas, presença de "neutrófilos senis", hemácias de tamanhos e formas anormais. A medula óssea mostrará importante hiperplasia dos precursores das hemácias e assincronia núcleo-citoplasmática, metamielócitos gigantes e estoque de ferro aumentado. As dosagens bioquímicas de ferro estarão elevadas.

Tratamento

O tratamento da anemia megaloblástica depende da sua causa, mas envolve mudanças na dieta e injeções para reduzir a falta de nutrientes, vitamina B12 e ácido fólico. Um nível baixo de vitamina B12 no sangue normalmente pode ser tratado com comprimidos ou injeções dessa vitamina ou dieta contendo alimentos ricos na substância. Também a deficiência de ácido fólico pode ser tratada com comprimidos, injeções e dietas correspondentes. É importante incluir na alimentação a vitamina C, pois ela tem a função de auxiliar na absorção do ferro.

Alimentos ricos em vitamina B12: leite, carnes, peixes e ovos.

Alimentos ricos em ácido fólico: feijão, vegetais verdes, fígado, leveduras, etc.

Como prevenir a anemia megaloblástica?

Manter uma dieta rica em vitamina B12 e ácido fólico ou suplementar medicamentosamente essas substâncias em situações de maior consumo orgânico

Fonte: ABC.MED