A secreção de TSH pela hipófise é estimulada por um hormônio hipotalâmico, liberador de tireotrofina (TRH), e inibida pelos hormônios tireoidianos. O TSH estimula a liberação de T4 e T3 pela tireóide; por sua vez, a redução dos níveis de T3 e T4 no plasma estimula a secreção de TSH.

A dosagem do TSH é considerada a primeira opção para o diagnóstico das disfunções tireoidianas. É importante para o diagnóstico precoce de hipotireoidismo primário, e pode estar em valores acima da faixa normal mesmo na presença de dosagens de T3 e T4 normais. O hipotireoidismo secundário geralmente faz parte de um quadro de hipopituitarismo, em que outros hormônios hipofisários mostram-se alterados. Nesses casos, os níveis de TSH ficam inapropriadamente baixos, em função das necessidades orgânicas; podem ser encontrados valores baixos, normais e até aumentados. Às vezes, o TSH levemente aumentado leva a suspeitar de secreção de hormônio anômalo, imunologicamente dosável, mas inativo funcionalmente.Com a evolução dos ensaios de TSH, houve uma grande melhora na sensibilidade dos métodos, tornando possível a detecção de valores inferiores a 0,01 mUI/mL. Isso contribuiu muito para o diagnóstico de hipertireoidismo, em que o TSH encontra-se suprimido.

A secreção inapropriada de TSH é rara. Nela, o paciente apresenta níveis elevados de hormônios tireoidianos, sem supressão do TSH, o que pode ser decorrente de tumor hipofisário secretor desse hormônio ou de resistência aos hormônios tireoidianos. Para distinguir um caso do outro, utiliza-se a dosagem da subunidade alfa dos hormônios glicoprotéicos e o teste do TRH, entre outros.

INDICAÇÕES: Diagnóstico do hipotireoidismo e hipertireoidismo primários, avaliação da função hipofisária (hipotireoidismo secundário) e avaliação da secreção inapropriada de TSH (resistência aos hormônios tireoidianos e tumores hipofisários produtores de TSH). É considerado o ensaio de primeira escolha para o diagnóstico de doenças funcionais tireoidianas.


Fonte: Bioinforme