Além de ser fundamental para a absorção do cálcio, fortalecendo os ossos, a vitamina D desempenha funções importantes para o fortalecimento do sistema imunitário, cardiorrespiratório e até mesmo reprodutor. Por ser um hormônio esteroide, a vitamina D está emergindo, também, como importante fator para a fertilidade. Um novo estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism revela que mulheres com deficiência de vitamina D têm metade das chances de conceber por meio da fertilização in vitro, em relação àquelas com níveis suficientes dessa vitamina.

Pesquisadores italianos estudaram mulheres que estavam sendo submetidas à fertilização in vitro. De acordo com Alessio Paffoni, do Ospedale Maggiore Policlinico, em Milão, as pacientes com bons níveis de vitamina D tinham maior probabilidade de produzir embriões de alta qualidade e mais chances de engravidar se comparadas às que apresentavam deficiência – duas vezes mais chances. "Já que a suplementação com vitamina D é uma intervenção de baixo custo e tem poucos efeitos colaterais relevantes, defendemos mais estudos no sentido de incluir mais essa abordagem no tratamento da infertilidade".

De acordo com o Dr. Assumpto Iaconelli Junior, médico ginecologista e sócio-diretor do Grupo Fertility, são necessários mais estudos para determinar o papel da vitamina D na fertilidade feminina. Contudo, ele adverte que, independentemente dos resultados, é importante saber que o déficit nutricional representa um importante fator na maioria dos problemas associados à infertilidade. "Como a grande decisão do casal é de ter um bebê, vale a pena abolir toda gordura trans da alimentação e evitar alimentos ricos em colesterol, amido e açúcar. Eles também devem evitar a cafeína em excesso, porque ela aumenta o risco de abortamento. Já é possível afirmar que seguir uma dieta personalizada, elaborada de acordo com o perfil da paciente, pode aumentar em duas vezes as chances de ter uma gravidez bem-sucedida".


Fonte: Revista científica GEN