O processo de hospitalização para a criança e o adolescente, em muitos casos representa a perda de sua vida social, de seus brinquedos e de suas fantasias. A utilização da técnica de ludoterapia dentro do contexto hospitalar tem a finalidade de resgatar a sociabilidade e a fantasia perdida durante este processo.

O processo de hospitalização para a criança e o adolescente, em muitos casos representa a perda de sua vida social, de seus brinquedos e de suas fantasias. A utilização da técnica de ludoterapia dentro do contexto hospitalar tem a finalidade de resgatar a sociabilidade a fantasia perdida durante o processo de hospitalização e fomentar a elaboração de conteúdos e provocam sofrimento psíquicos em pacientes internados .De acordo com Fortuna (2007) as brincadeiras e os brinquedos, funcionam, como mediadores da relação do homem com o mundo, modifica a percepção e a compreensão que dele se tem, constituindo-se em genuínas ferramentas para aprender a viver , viver inclusive em sociedade, já que brincar também é uma atividade social que tem especial característica de permitir a reconstrução das relações sociais sem fim utilitário direto, enquanto ensina a viver em um mundo culturalmente simbólico.
A Ludoterapia é uma alternativa terapêutica que possibilita na criança e no adolescente um momento de regaste a sociabilidade que ficou em segundo plano devido ao processo de hospitalização que as enfermidades demandam. Esta técnica faz uso da brincadeira ? do lúdico - da utilização de espaços e de comportamentos diferenciados por parte de todo corpo de funcionários ? psicólogos; médicos; enfermeiros; gestores; assistentes sociais etc. ? para resgatarem a fantasia no paciente, e a partir da fantasia, a promoção a elaboração e a amenização de sofrimentos psíquicos e angústias que as enfermidades acarretam.O objetivo deste artigo é descrever o emprego da técnica de Ludoterapia em um paciente Neuropata, que se encontrava em processo de internação no Hospital Infantil, na cidade de Cachoeiro de Itapmeirim/ES no ano de 2011, durante o período de estágio específico em Psicologia e Saúde no Contexto Hospitalar, focando a intervenção utilizada.Para fazê-lo, foi realizada uma revisão literária com material bibliográfico sobre Ludoterapia, Brinquedoteca Hospitalar, Crianças Deficientes, e várias referencias de textos e artigos especializados.

TÉCNICA DE LUDOTERAPIA UMA BREVE INTRODUÇÃO

Segundo Axline (1972), a Ludoterapia se baseia na premissa que o jogo/brincadeira é um meio natural da criança se expressar. O método pode ser de forma diretiva, onde o terapeuta assume a responsabilidade de orientação e interpretação do processo terapêutico, ou o método não diretivo onde é a criança quem assume a responsabilidade sobre seus comportamentos. Esta técnica, se estrutura no alicerce de a vida ser um processo dinâmico e relativo, e que o sujeito esta em constante mudança, ou seja, o que aconteceu ontem, amanhã pode não ter mais o mesmo significado hoje. Axline (1972) esclarece que, a ludoterapia não diretiva, se baliza pela premissa de que o sujeito possui dentro de si capacidade para resolver seus próprios problemas. Nesta forma de terapia o indivíduo pode ser ele mesmo, expressando o que ele é sem nenhum tipo de imposição. A sala de Ludoterapia é o local onde a criança é a pessoa mais importante é ela quem se auto gerencia, ela é aceita do jeito que ela é. O terapeuta participa reforçando sentimentos de segurança e neste local a criança ganha autonomia sobre seus atos: Sendo o brinquedo seu meio natural de auto-expressão lhe é dada a oportunidade de, brincando, expandir seus sentimentos acumulados de tensão, frustração, insegurança, agressividade, medo, espanto e confusão.Descobrir seu caminho, testar a si próprio, deixar revelar sua personalidade, tomar a responsabilidade por seus próprios atos ? isso é o que acontece durante a terapia.Na ludoterapia de grupo não diretiva, a função é a avaliação simultânea dos comportamentos e da personalidade de uma criança e relação às outras crianças do grupo, pois o grupo terapêutico representa para criança um grupo realmente verdadeiro, ou seja, desencadeia na criança reações naturais que ela expressa em seu dia a dia, tornando possível para o terapeuta, desenvolver nela um sentimento de respeito uma para com as outras. Axline (1972) destaca ainda que, em casos de problemas de ajustamento social a terapia em grupo pode ser benéfica, mas em casos de dificuldades emocionais graves, a terapia individual parece ser melhor indicada.


Fonte: Artigo Científico