O Instituto de Química da Unicamp (SP) desenvolveu uma nova tecnologia capaz de reduzir os efeitos colaterais gerados pelos tratamentos quimioterápicos no combate ao câncer, tais como vômito, queda de cabelo e náuseas.

A pesquisa, ainda que em fase de laboratório, já foi patenteada e apresentada no dia 26 de maio (2017) como uma oportunidade de negócio para empresas do ramo farmacêutico e da saúde em um encontro que aconteceu em São Paulo.

A nova tecnologia trata-se de, por meio da estratégia de uso das nanopartículas, utilizar o remédio usado em quimioterapia conduzindo-o mais diretamente ao alvo, ou seja, a célula doente, fazendo com que não haja tantas "perdas" dessa substância no percurso pelo organismo. A pesquisa mostrou que é necessária uma menor concentração do remédio em cada nanopartícula, o que, além de reduzir os efeitos colaterais possibilita o não uso de solventes tóxicos nas etapas do processo de tratamento.


Tal descoberta aconteceu durante o mestrado do pesquisador Leandro Carneiro Fonseca, orientado por seu professor Oswaldo Luiz Alves, juntamente com os pesquisadores Diego Stéfani Teodoro Martinez e Amauri Jardim de Paula.

O novo remédio seria encapsulado em nanopartículas de sílica peguilhadas, um envoltório que auxilia para que a medicação desvie dos leucócitos (células brancas), que são as responsáveis por localizar corpos estranhos no sangue.

Assim sendo, as nanopartículas carregadas de medicação favorecem as chances de acesso às células cancerígenas além da liberação do remédio de forma mais lenta no organismo, causando menos danos e efeitos colaterais indesejados.



Fonte de conteúdo: Portal da Enfermagem

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