Com a grande concorrência no mercado de trabalho atual, existe uma grande pressão por resultados rápidos, eficientes e numerosos, o que resulta em grandes e estressantes jornadas de trabalho. Nós acabamos nos habituando com a correria das obrigações diárias, mas os problemas começam a surgir quando nos esquecemos de priorizar também hábitos saudáveis que manterão a nossa qualidade de vida.

Como tudo em excesso, e como qualquer vício, a compulsão por trabalho também é algo grave, mas acaba sendo aceita já que o trabalho é necessário e nossos princípios estão difundidos com a economia. A falta de sono, a má alimentação, o sedentarismo relacionado a falta de práticas de exercícios físicos, o uso de remédios para combater o estresse, ansiedade e, por fim, a depressão se tornam cada vez mais comuns.

O grande paradoxo consiste no fato de que, quanto mais tentamos produzir mais do que conseguimos, porque somos humanos, mais o excesso de trabalho nos torna mais ineficazes, já que o corpo e a mente começam a chegar à exaustão e falharem.

Algumas organizações já se preocupam em minimizar o estresse no ambiente de trabalho, melhorando a qualidade de vida de seus colaboradores buscando uma maior humanização dos mesmos, mas a verdade é que a grande maioria, dando ênfase nas organizações brasileiras, ainda não sabem muito bem como lidar com a questão.

Dois estudos europeus evidenciaram os riscos do excesso de trabalho. O primeiro, conduzido pela Agência de Saúde Pública de Barcelona, apontou que jornadas de trabalho com mais do que 40 horas semanais podem acarretar em problemas físicos e emocionais tais como estressa, depressão e ainda problemas cardíacos, o que pode ser agravado quando o ambiente de trabalho é inadequado, os salários são baixos e a insatisfação com o emprego é grande.

O outro estudo, feito por cientistas finlandeses e publicado na revista "American Journal of Epidemiology", apontou que o trabalho excessivo pode aumentar o risco de declínio mental e, provavelmente, levar o indivíduo à demência. Essa pesquisa observou que, entre 2.214 funcionários públicos britânicos de meia-idade, os que foram submetidos a mais de 55 horas de trabalho semanais apresentavam menos habilidades mentais que os que cumpriam o horário indicado. Notou-se também que os indivíduos que trabalhavam demais tinham mais problemas com a memória de curto prazo e com a lembrança de palavras.

Entre os malefícios causados pelo trabalho excessivo, podemos citar como doenças relacionadas a isso transtornos mentais, dores em geral, doenças de pele para os que ficam muito tempo sob sol forte, e problemas respiratórios para os que trabalham em meio a pó ou fumaça.


Fontes de conteúdo: O Globo, Bem de saúde

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