O sofrimento fetal, ou hipóxia neonatal, é um termo que se refere à redução da quantidade de oxigênio e alteração do Ph sanguíneo, causados por um fluxo sanguíneo insuficiente para garantir o desenvolvimento e até mesmo a sobrevivência de um bebê antes ou durante o parto.

Quando o fluxo sanguíneo fetal que chega pelos vasos umbilicais é insuficiente para garantir o desenvolvimento da criança, seu corpo reage para sobreviver. Outros meios de produção de energia são acionados e acabam formando um estado de acúmulos de ácidos orgânicos, formando acidose fetal.

Para que o bebê tenha mais chances de sobreviver, durante o sofrimento fetal o sangue acaba sendo desviado para os órgãos indispensáveis para a sobrevivência: coração, cérebro e adrenais, o que é um fenômeno conhecido como centralização.

Durante a centralização, portanto, a quantidade de fluxo sanguíneo na musculatura do feto é menor, como uma forma de economizar energia. A musculatura então acaba relaxando e a movimentação fetal e do tônus sendo reduzida, o que pode ser avaliado e percebido pelo médico e gestante através da ultrassonografia. Pode haver também liberação de mecônio dentro do líquido amniótico, o que torna este esverdeado e com risco de aspiração fetal.

O menor fluxo sanguíneo que chega aos rins fetais, reduzem a produção de urina, que forma o líquido amniótico. Há então redução do líquido amniótico em casos de sofrimento fetal. A frequência cardíaca da criança se torna acelerada na fase aguda do sofrimento, sendo uma forma de aumentar o sangue que é bombeado para os órgãos periféricos, e esse aumento de frequência cardíaca, com o tempo, pode fazer com que a musculatura entre em fadiga e os batimentos se tornem mais lentos, o que gera um grande risco de óbito para o bebê.[p]
[p]Quando o sofrimento fetal é identificado com certa antecedência e solucionado, a recuperação do feto costuma ser rápida e não deixar sequelas, mas se o estado é prolongado pode levar a lesões irreversíveis, principalmente no sistema nervoso da criança.
Várias são as causas que levam a esse mal, entre elas podemos citar:

  • - Patologias maternas como anemia, problemas respiratórios e cardíacos e etc;

  • - Descolamento prematuro da placenta;

  • - Mau posicionamento do feto;

  • - Desproporção entre as dimensões da pelve da mãe e as dimensões do feto;

  • - Gemiparidade;

  • - Ruptura uterina;

  • - Anomalias do cordão umbilical.

Quando o sofrimento fetal ocorre durante a gestação e o feto já é viável, o parto deve ser apressado, se possível, através de cesariana e os tratamentos cabíveis a cada caso devem ser iniciados logo após o nascimento. Já em casos de gravidez em fase muito pré-matura, deve-se realizar procedimentos intrauterinos para tratar o feto em sofrimento.


Fontes de conteúdo: Gravidez e saúde da mulher, AbcMed, Guia Infantil

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