p]Campinas (SP) confirmou nesta terça-feira (26) que a cidade enfrenta uma nova epidemia de dengue. A preocupação da Saúde é com a gravidade dos casos, já que circula no município o sorotipo 2, diferente daquele que a população teve contato nas epidemias anteriores. Até o dia 20 de março foram confirmadas 556 pessoas doentes, mas sem nenhum registro de morte.[/p]

O secretário de Saúde, Carmino de Souza projeta que a epidemia tenha entre 3 mil e 5 mil casos neste ano, um intervalo que representa, segundo ele, dez a 15 vezes menos que o registrado em situações anteriores. Em 2015, houve recorde histórico de 65 mil infectados, com 15 óbitos.

A meta, destaca o titular da pasta, é evitar que novas mortes sejam registradas no município.

"Cada morte é uma grande derrota", diz Carmino. Entre os grupos que mais preocupam, explica, estão idosos (sobretudo com comorbidades) e crianças (por não terem imunidade adequada). Além disso, ele ressalta que, por enquanto, não foram registradas ocorrências graves no município.


A prefeitura faz um alerta para que as pessoas eliminem possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti e recomenda procura por unidades básicas de saúde (UBSs) diante dos sintomas, incluindo febre alta e repentina, dores no corpo, manchas vermelhas, vômito ou diarreia.

Por que epidemia?

Embora avalie que o total de casos não seja o fator mais preocupante da Saúde, no momento, a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa), Andrea Von Zuben, diz que há epidemia porque o aumento de casos ficou acima do esperado, considerando-se média histórica da década.[/p]

"É muito mais para monitoramento da situação de saúde, do que para a comunicação de risco. Pode ter um número de casos baixo, mas tecnicamente ser considerada epidemia", explica.

De acordo com ela, não há diferenças entre os sorotipos da dengue - 1 a 4 - em relação ao tratamento, cuidados clínicos e sintomas. Para o departamento, porém, o cuidado é necessário porque o sorotipo 2 não circula de forma expressiva na cidade desde 2009 e, com isso, toda a população está suscetível. Com isso, quem adoeceu por causa de outro sorotipo em anos anteriores pode ser infectado novamente, incluindo hipótese de apresentar quadro mais grave.

Prevenção
No início de março, a Prefeitura de Campinas divulgou medidas e cuidados para a população evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue:

Evitar acúmulo de água em latas, pneus e outros objetos;
Vasos de flores devem ter a água trocada a cada dois dias;
As caixas d’água e outros recipientes usados para armazenar o líquido devem ser vedados;
Vasos sanitários inutilizados devem permanecer fechados.


Fonte de texto e imagem : g1.globo.com