O serviço prestado por médicos, enfermeiros, equipe administrativa, pacientes e, em geral, toda a equipe humana que faz parte das instituições de saúde, está em constante avaliação tanto pelo sistema regulatório quanto por seus pacientes. Cumprir com as regulamentações do setor e oferecer um serviço excelente todos os dias, muitas vezes pode fazer a diferença entre a vida e a morte de um paciente. Não é segredo que o setor enfrenta desafios importantes.


Entre eles, a redução ou eliminação de erros em medicamentos e procedimentos, a racionalização dos processos para cobrir todos os casos que solicitam o atendimento e a elevação dos padrões de qualidade no mesmo. No entanto, há também outros desafios que não são precisamente enfrentados pelos pacientes, mas exigem a mesma atenção e cuidado que os percebidos pelo cliente, para cumprir os regulamentos e ter visibilidade máxima do que acontece dentro da entidade.

Ter procedimentos adequados de assepsia e antissepsia, bem como a visibilidade da manipulação de equipamentos, instrumentos médicos, uniformes, roupas de cama e macas, entre outras ferramentas necessárias para a prestação do serviço de saúde, também pode significar a recuperação ou agravamento da doença de um paciente. Como fazer a diferença? Essas instituições encontraram na tecnologia a melhor maneira de gerenciar seus ativos.

Segundo o Estudo Zebra 2022 sobre Hospitais, espera-se um aumento de 40% no uso de dispositivos móveis para 2020, o que permite a captura de informações sobre pacientes, ativos, medicamentos, equipe, entre outros.


Dessa forma, é possível saber se um paciente já recebeu uma medicação específica, mas também a localização e o status dos diferentes ativos, como equipamentos, instrumentos cirúrgicos, roupas de cama, uniformes, entre outros. Esses dispositivos podem ser computadores móveis, scanners de códigos de barras ou tablets, com os quais é possível acessar informações em tempo real dos processos operacionais e médicos da clínica, de qualquer lugar onde o usuário esteja.

Da mesma forma, tecnologias como a Identificação por Radiofrequência (RFID) estão facilitando a administração de inventários de medicamentos e ativos no setor, por meio de tags que são incorporadas aos ativos da instituição, e instaladas antenas de captura de dados, podem ser capturadas massivamente ativos de informação, sem ter que fazer um por um, não só em tempo real, mas a uma velocidade sem precedentes. Isso permite que os processos de atenção sejam muito mais rápidos e, acima de tudo, evitem perdas, o que, por sua vez, reduz os custos operacionais.

O Sanatório Finochietto, um dos hospitais mais importantes de Buenos Aires, na Argentina, é um exemplo de como a implementação da tecnologia tem um impacto positivo na gestão de ativos no setor da saúde e está em constante movimento na região da América Latina. Com a implementação das soluções de RFID da Zebra Technologies e de sua parceira Telectronica, a entidade otimizou sua gestão de estoque e processo de lavanderia de roupas de cama e uniformes, cumprindo as regulamentações do setor e economizando até US $300.000.

O hospital argentino teve um problema de fluxo de uniformes e roupas de cama, o que impactou em perdas e custos. Anteriormente, a equipe lavava seus próprios uniformes em casa, o que, por motivo de assepsia e cuidado com o paciente, não era ideal. Desta forma, o hospital implementou um processo interno de lavanderia, instalando um túnel RFID através do qual passam os sacos de roupa suja.

As roupas no túnel são contabilizadas em menos de 30 segundos e passam para a área de limpeza. Depois de devidamente manuseadas, as roupas são devolvidas pelo mesmo caminho para a área de inventário e são recebidas e organizadas em menos de 20 minutos. Quando a equipe precisa tirar o uniforme, ele faz isso usando a impressão digital e a transação é registrada no sistema.

Este é apenas um exemplo de como a tecnologia está impactando as operações da indústria. Quando o tempo dedicado aos processos administrativos é reduzido por atividade manuais, diminuem erros e custos e a equipe da instituição médica pode dedicar mais tempo ao que é realmente importante, cuidar dos pacientes.

Os pacientes que, segundo o estudo do Futuro da Saúde da Zebra, já percebem esse impacto tecnológico no setor. 77% deles sentem-se mais calmos quando veem o pessoal da instituição com tecnologia móvel. O mesmo certamente acontecerá com outras tecnologias disruptivas que já desempenham um papel de liderança no setor, como monitoramento remoto de pacientes, assistência médica por meio de um dispositivo, inteligência artificial (IA), conectividade entre computadores e informações na nuvem.

O futuro do setor hospitalar depende da eficiência, produtividade e segurança de suas operações. Não em vão, até 2022, 96% dos hospitais esperam investir em tecnologia para rastreabilidade de pacientes, 98% de amostras e exames, 98% de ativos e 97% de rastreabilidade de pessoal.

A evolução do setor é por vezes medida pelo serviço prestado ao paciente. No entanto, os passos gigantescos estão sendo apresentados no "backstage" da atenção direta ao usuário, impactando positivamente a reputação das instituições médicas, o trabalho diário da equipe e, definitivamente, a vida dos pacientes.


Fonte de texto: www.segs.com.br