Na terça-feira, 17 de setembro, foi celebrado o dia Nacional da Segurança do Paciente. É importante ressaltar que, o enfermeiro tem um papel fundamental, sendo uma peça complementar em todos os serviços realizados na área da saúde. Tendo como finalidade prevenir, tratar e proteger seus pacientes de doenças que atinge desde o estado emocional ao físico. E para falar sobre a importância deste dia, conversamos com a enfermeira e coordenadora do Incursos , Rosangela Maria Pereira, no qual destaca os cuidados e riscos que podem ocorrer com o paciente, caso não seja supervisionado da maneira correta. Confira a entrevista;

Qual é a importância de um profissional enfermeiro em cuidados ao paciente?

O Enfermeiro assume um papel cada vez mais decisivo e proativo no que se refere à identificação das necessidades de cuidado da população, bem como na promoção e proteção da saúde dos indivíduos em suas diferentes dimensões.


Qual o objetivo do profissional para a área da saúde?

A Enfermagem é a ciência do cuidado, o enfermeiro como profissional autônomo, é responsável pela assistência de enfermagem e atua junto a equipes formadas por técnicos e auxiliares, nas atividades assistenciais, administrativas, de ensino e de pesquisa, nos diferentes serviços de saúde.


Quais são os protocolos orientado para o profissional, no qual deve seguir em suas atividades de atendimento?

São seis metas internacionais de segurança do paciente que foram estabelecidas pela Joint Commission International (JCI), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

• Protocolo de Úlcera por Pressão:
• Protocolo de Higiene das Mãos:
• Protocolo de Cirurgia Segura:
• Protocolo de Segurança na Prescrição, uso e Administração de Medicamentos:
• Protocolo de Identificação do Paciente

Como fazer para combater erros de profissionais da saúde?

Acredito que precisamos avançar principalmente com a mudança de cultura organizacional. Colocar em prática os protocolos é atender o paciente com responsabilidade.

Quais são os riscos que o paciente deve ter, caso não seja orientado de forma correta?

As consequências podem ser irreversíveis para o paciente. O enfermeiro tem papel fundamental no gerenciamento de riscos e na segurança do paciente. A estratégia de gerenciamento de riscos numa organização de saúde será sempre a de reduzir ou prevenir qualquer tipo de dano ao paciente, ao colaborador ou à própria instituição.


Quais ações já existem e quais poderiam ser agregadas para o melhoramento tanto do paciente, quanto do profissional da área da saúde?

O Programa Nacional de Segurança do Paciente – PNSP foi lançado em 1º de abril de 2013 pelo Ministério da Saúde e ANVISA, e, propõe um conjunto de medidas para prevenir e reduzir a ocorrência de incidentes nos serviços de saúde, eventos ou circunstâncias que poderiam resultar ou que resultaram em dano desnecessário para o paciente. A primeira medida é a obrigatoriedade de todos os hospitais do país, públicos e privados, criarem os Núcleos de Segurança do Paciente. Estes núcleos deverão promover ações para a implantação da gestão de risco no serviço de saúde, com vistas à segurança do paciente, e a integração e articulação multiprofissional nos processos de gerenciamento e gestão de riscos. Sua missão é, também, entre outros pontos, implantar e acompanhar o uso dos Protocolos de Segurança do Paciente.

E quais são as interferências que estes profissionais enfrentam em seu dia a dia?

Na atualidade, o movimento em busca da prestação de assistência em saúde com qualidade e segurança está na linha de frente das discussões políticas, e constitui-se grande desafio para a sociedade. Nesse contexto encontram-se as instituições de saúde com suas inúmeras dificuldades relacionadas aos recursos físicos, materiais e humanos.

Embora algumas correções estejam sendo realizadas, a inadequação da área física dos estabelecimentos de saúde ainda é uma realidade que acarreta transtornos como dificuldade nos fluxos de pessoal, clientes e material comprometendo a qualidade da assistência à saúde e a segurança do paciente, bem como a satisfação dos profissionais da equipe de trabalho. A escassez de recursos materiais e de equipamentos necessários para a execução das ações leva-nos a desconsiderar os protocolos ao realizarmos o atendimento implicando em riscos para o cliente, a instituição e para o profissional. Quanto ao quantitativo e qualitativo de recursos humanos para execução dos cuidados à saúde podemos afirmar que, são poucas as instituições que prestam assistência aos pacientes com o número de profissionais que necessitam, especialmente em relação à equipe de enfermagem que representa o maior número de profissionais dos estabelecimentos de saúde. Na enfermagem o de recursos humanos adequado para a prestação do cuidado deve ser determinado pelo dimensionamento de pessoal que representa uma preocupação constante para os enfermeiros, uma vez que está diretamente relacionado à qualidade da assistência prestada e a ocorrência de eventos adversos, o que compromete a segurança e a satisfação dos clientes.

Por Raquel Lima Souza