As experiências finalistas do Prêmio APS Forte para o SUS: Acesso Universal, 11 práticas desenvolvidas no Sistema Único de Saúde (SUS), foram escolhidas pelo comitê técnico integrado por representantes dos conselhos de secretários estaduais de saúde e das secretarias municipais de saúde (Conass e Conasems), do Conselho Nacional de Saúde, do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde. Estas iniciativas promovem a melhoria do acesso da população no SUS, priorizando e reforçando o papel da Atenção Primária à Saúde (APS) como porta de entrada prioritária e coordenadora da atenção no sistema de saúde.

Práticas das cinco regiões brasileiras foram escolhidas para a reta final da apuração que levará três vencedores para conhecerem uma experiência internacional de rede de atenção à saúde focado na Atenção Primária à Saúde (APS). O objetivo do prêmio é valorizar, sistematizar e divulgar experiências que ampliam o acesso do cidadão ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A implantação dos Protocolos de Enfermagem na Atenção Primária no município de Jaraguá do Sul está entre as iniciativas finalistas. O processo iniciou com a parceria entre Conselho Regional de Enfermagem de Santa Catarina (Coren-SC) e a equipe de Enfermagem da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis, que desenvolveram os Protocolos e depois realizaram a capacitação dos profissionais. Atualmente, este Programa do Uso de Protocolos de Enfermagem já tem mais de 200 municípios que assinaram o Termo de Adesão com o Coren-SC e mil profissionais capacitados.

Todas as experiências que participam do Prêmio APS, 1.294 inscrições provenientes de todos os Estados do país, são relevantes pois expressaram a vontade e as estratégias adotadas para melhorar a saúde da população brasileira. A partir de agora, o time de jurados especiais integrado por Claudia Collucci (Folha S. Paulo), Mara Régia (Rádio Nacional), Lígia Formenti (Estadão), Lise Alves (correspondente The Lancet), Chico Pinheiro (TV Globo), Drauzio Varella, Luiz Fara Monteiro (TV Record) e Alan Ferreira (TV Globo), vai escolher as três experiências que serão premiadas, representando todas as demais que trabalham por uma APS Forte.

Santa Catarina tem mais um finalista sendo avaliado nesta fase final. É a experiência da Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina que criou a Gestão Descentralizada do Programa de Residência em Medicina de Família e Comunidade, que conta com a adesão de 35 municípios do interior, compondo a Rede de Integração de Ensino e Serviço.

O resultado final será divulgado em evento a ser realizado no dia 29 de outubro, na OPAS, em Brasília.

Sobre Jaraguá do Sul – Reduzir as filas de espera para consultas na Atenção Primária à Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) é um desafio comum entre os gestores da saúde no país. O fortalecimento do papel da Enfermagem na APS é um dos caminhos adotados internacionalmente para a sustentabilidade de sistemas de saúde universais e que, nos últimos anos, ganha prioridade no sistema brasileiro.

A atualização do Protocolo de Enfermagem, por secretarias de saúde com apoio dos conselhos regionais de Enfermagem, está ampliando o acesso dos usuários nas unidades de saúde da APS. Jaraguá do Sul, cidade com quase 175 mil habitantes em Santa Catarina, registrava em novembro de 2018 cerca de 15.500 consultas/mês reprimidas, somando todas das 25 unidades básicas de saúde da cidade, gerando insatisfação e reclamação dos usuários.

A partir da experiência de Florianópolis, a Secretaria de Saúde de Jaraguá do Sul elaborou o seu Protocolo de Enfermagem, gerando mais segurança para a atuação dos enfermeiros da rede municipal e reduzir a fila de espera na APS. A consulta de Enfermagem e a prescrição de exames e medicamentos essenciais para a população, bem como o processo de acolhimento nas unidades de saúde, foram incorporados na rotina de trabalho dos enfermeiros, a partir de novembro de 2018.

Em maio de 2019, a secretaria zerou a fila de primeira consulta para a APS. O resultado foi alcançado devido as ações paralelas à implantação do protocolo, como os mutirões de atendimento na Atenção Básica e o direcionamento das agendas dos postos de saúde para o atendimento de 70% das demandas espontâneas dos usuários e 30% para o atendimento da demanda programada, conforme orientação do Ministério da Saúde.

O processo de convencimento da população ao novo modelo de atendimento da APS, por meio de ampla divulgação do Protocolo de Enfermagem na imprensa e nas redes sociais, assim como o apoio político da Câmara de Vereadores e do Conselho Municipal de Saúde foram fundamentais para a implantação da experiência.

Fonte de texto: www.cofen.gov.br