Sabemos que a rotina de enfermeiro costuma ser frenéticas e a responsabilidade para esses profissionais da saúde são grandes, mas, para quem trabalha na urgência e emergência existem certas coisas que são imprescindíveis e os atuantes que se encaixam nesse quesito precisam saber. Para isso, veja o top 5 e entenda cada um deles.


1. Acolhimento e Classificação de Risco:


O acolhimento não só do paciente como também da família na prática das ações de atenção e gestão nas unidades de saúde são importantes para que haja uma atenção humanizada e resolutiva. A classificação de risco vem sendo utilizada em diversos países assim como no Brasil. Para esse quesito, diversos protocolos com objetivo de evitar demora na prestação de atendimento àqueles que precisam de uma conduta imediata foram desenvolvidos. Por isso, todos eles são baseados na avaliação primária do paciente, já bem desenvolvida para o atendimento às situações de catástrofes e adaptada para os serviços de urgência. O Enfermeiro deve estar além de acolher o paciente e família, estar habilitado a atendê-los utilizando os protocolos de classificação de risco.


2. Suporte Básico de Vida (SBV) e Avançado de Vida (SAV)


Uma das situações que requerem atenção imediata por parte da equipe de saúde é a parada cardiorrespiratória e o enfermeiro tanto dos serviços móveis quanto dos fixos de urgência e emergência devem estar aptos. O protocolo American Heart Association (AHA) é a referência de SBV e SAV utilizado no Brasil. A AHA enfatiza nessa nova diretriz sobre a Reanimação Cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e os cuidados Pós-Parada Cardiorrespiratória (Pós-PCR). O SBV é uma sequência de etapas de atendimento ao paciente em risco iminente de morte sem realização de manobras invasivas e o SAV requer procedimentos invasivos e de suporte ventilatório e circulatório.


3. Atendimento à Vítima de Trauma


Acidentes automobilísticos e a violência são as maiores causas de morte com pessoas jovens e adultas, entre 15 e 49 anos, nas regiões metropolitanas e vão além das doenças cardiovasculares e neoplasias. Por esse motivo, o enfermeiro vai se deparar com vítimas de trauma nas urgências e emergências e deverá estar habilitado a agir de acordo com os protocolos de Atendimento Pré-Hospitalar e Hospitalar ao Trauma.


4. Assistência ao Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e ao Acidente Vascular Encefálico (AVE)

As doenças cardiovasculares representam uma das maiores causas de mortalidade em todo o mundo e o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é uma das principais manifestações clínicas da doença arterial coronária. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das maiores causas de morte e incapacidade adquirida em todo o mundo. Estatísticas brasileiras indicam que o AVC é a causa mais frequente de óbito na população adulta (10% dos óbitos) e consiste no diagnóstico de 10% das internações hospitalares públicas. Então, nesses casos o enfermeiro precisa estar apto para a realização da avaliação clínica para identificação e atendimento precoce do IAM e AVE ou AVC e prevenção de complicações.


5.Assistência às Emergências Obstétricas

Entre as causas de morte materna no Brasil uma das principais são por hemorragias e hipertensão. O Enfermeiro precisa saber como identificar precocemente a pré-eclâmpsia e eclampsia, bem como as hemorragias gestacionais e uterinas, pois é uma demanda constante dos serviços de urgência e emergência e até mesmo para os que não são referência em atendimento gestacional.

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Fonte: Sanar

Imagem: Peggy_Marco via Pixabay