Um estudo publicado no final do mês de junho, na revista acadêmica "Neurology" ", da Academia Americana de Neurologia, mostrou que mulheres de meia-idade são mais propensas de apresentar alterações no cérebro relacionadas à Doença de Alzheimer, mesmo quando não possuem sinais de mudanças em relação a raciocínio e memória.

A descoberta do estudo se deu por meio de exames de imagem e, segundo os pesquisadores, pode estar ligada ao tempo da pós-menopausa, quando o hormônio estrogênio para de ser produzido.

De acordo com Lisa Mosconi, diretora de um departamento de pós-graduação dedicado a estudos sobre o cérebro feminino, na Universidade de Cornell (EUA), em torno de dois terços dos pacientes com Alzheimer são mulheres e até então a razão para essa causa era o fato delas viverem mais que os homens.

"No entanto, nossos achados sugerem que fatores hormonais podem predizer quem sofrerá alterações no cérebro e a menopausa é determinante para essas mudanças", comenta Lisa. Desde o ano passado, a doutora já pontuava em palestra que, apesar de o Alzheimer remeter ao envelhecimento, é uma doença que começa na meia-idade e a prevenção depende muito de hábitos saudáveis ao longo da vida.

O estudo realizado foi feito com 85 mulheres e 36 homens, com idade por volta dos 52 anos, que não apresentavam qualquer problema cognitivo. Todos os participantes possuíam um quadro semelhante de pressão arterial, assim como desempenho similar em testes de raciocínio e memória. O grupo se submeteu a ressonâncias magnéticas e pet scans, para detectar a presença de placas beta-amiloides no cérebro, um biomarcador associado ao Alzheimer.


Além disso, foram comparados diversos aspectos da saúde do órgão: o volume de massa cinzenta e de massa branca, o nível de placas beta-amiloides e a taxa de metabolismo de glicose, que indica seu grau de atividade. O resultado obtido mostrou que as mulheres tiveram piores indicadores que os homens em todos os quesitos.

"Nossa investigação, particularmente a perda de massa cinzenta, sugere que a queda do nível de estrogênio durante e após a menopausa aumenta o risco de Alzheimer para as mulheres", explicou a pesquisadora. Até o momento a investigação se restringiu a um pequeno grupo saudável e está apenas começando. No entanto, pode indicar um caminho de prevenção para uma das enfermidades mais temidas na meia-idade assim como na terceira idade.

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Fonte: G1

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