Nos dias de hoje lavar as mãos é algo tão natural, principalmente após a vinda da pandemia do novo coronavírus, o ato de usar água e sabão nas mãos se tornou um hábito praticamente automático das pessoas. O que muitos não sabem é quando foi que as pessoas perceberam a importância de lavar as mãos para prevenir as doenças e em qual data o ser humano percebeu essa necessidade e começaram a aderir até se tornar hábito. Por isso, confira a história.


Apesar de parecer algo surreal, segundo a reportagem do jornal britânico The Guardian o ato de lavar as mãos não era uma medida adotada nem pelos médicos até meados do século XIX. O primeiro profissional da saúde a perceber a necessidade desse hábito foi um médico húngaro chamado Ignaz Semmelweis, do Hospital Geral de Viena.


Em 1848, um dos problemas mais dramáticos que passavam as clínicas de obstetrícia era a altíssima incidência da infecção pós-parto, ou a febre do parto como também era conhecida. Dessa forma, Semmelweis decidiu debruçar-se em como poderia reduzir este problema. Lembrando que, nessa época os micro-organismos era algo que a ciência não havia descoberto ainda.


Nesse tempo acreditava-se que grande parte das doenças eram transmitidas por meio do "cheiro ruim", portanto o principal hábito de higiene no parto era manter as portas e janelas da sala fechadas. Era considerado comum, por exemplo, que médicos dissecassem um cadáver por horas, tentando descobrir a causa de uma morte, e poucos minutos depois se dirigissem para um parto sem higienizar as mãos antes.

O sinal de alerta de Semmelweis foi acionado quando um médico do Hospital Geral de Viena, após cortar um dedo no processo de dissecação de um cadáver, começou a apresentar sintomas parecidos com a "febre do parto". Será que alguma partícula de dentro dos corpos poderia ser a causadora da infecção?

Diante dessa indagação o médico húngaro decidiu realizar um experimento. Antes dos partos, os médicos deveriam higienizar as mãos e os seus instrumentos com uma solução de cloro. Depois de alguns meses, o resultado: a taxa de mortalidade de mães após o parto, que antes eram de 18%, caiu para 1%.


No entanto, o percentual obtido com o experimento não foi suficiente para convencer os profissionais de saúde da metade do século XIX. Como a maioria dos médicos provinha de classes altas, eles tinham imenso orgulho por se considerarem muito mais limpos do que os trabalhadores braçais mais pobres. A ideia de que seriam os responsáveis por causar uma doença em outra pessoa era insuportável para os médicos da época. Resultado, Semmelweis foi demitido, teve um colapso nervoso e acabou morrendo num hospital psiquiátrico pouco tempo depois, aos 47 anos.

Só nas décadas seguintes, com a evolução das pesquisas sobre micro-organismos, que a prática da higienização de mãos passou a ser difundida pelos profissionais de saúde e a ser adotada por cada vez mais instituições. Com isso, no fim do século XIX a medida de higienização das mãos já era um protocolo de praticamente todas as unidades de saúde.

É importante ressaltar também que a adoção desse hábito somada com a descoberta das vacinas e dos antibióticos foram os grandes responsáveis pela queda vertiginosa das mortes por causas naturais no começo do século XX.

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Fonte: Centro Cultural do Ministério da Saúde

Imagem: Envato Elements