A herpes genital é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que ataca a pele e pode também acometer as membranas mucosas dos genitais de homens e mulheres. Quando a pessoa é infectada o vírus fica localizado nas células nervosas e permanece para sempre no corpo. Apesar de não ter cura o mais recomendando é iniciar o tratamento para diminuir a gravidade e a duração dos sintomas.


Na região genital a infecção mais comum é a do chamado tipo 2 (HSV-2), enquanto que a do tipo 1 (HSV-1) está mais relacionada a infecções de lábios, boca e face. No entanto, a contaminação cruzada entre os vírus não é algo impossível e pode ocorrer. De acordo com o urologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), Julio Bissoli, o que diferencia os dois tipos de herpes é somente a região do corpo em que a infecção está localizada. Além disso, ele ressalta que o aumento da prática de sexo oral na população favorece a troca de vírus genital e labial.


Sendo assim, em caso de herpes genital o tratamento deve ser iniciado nos primeiros 5 dias após o surgimento das primeiras lesões na região genital. De maneira geral, o urologista ou ginecologista, receita o uso de antivirais em comprimido, tais como: Aciclovir; Fanciclovir; Valaciclovir. Já a duração do tratamento varia do medicamento e da dose indicada. Normalmente, dura em média de 7 a 10 dias, e o uso de pomadas com os mesmos princípios ativos também podem ser indicados.


Herpes genital recorrente


Os casos em que acontecem mais de 6 vezes por ano, considerados herpes genital recorrente, o profissional da saúde especializado pode receitar o uso de Aciclovir comprimido, diariamente, até 12 meses, diminuindo as chances de transmissão e o surgimento de novas crises de sintomas.

Uso de pomadas


As pomadas antivirais para herpes genitais podem ser usadas em conjunto com os medicamentos orais, mas, não devem ser a primeira e a única opção de tratamento. Isso porque as pomadas não penetram adequadamente na pele e, dessa forma, podem não ter o resultado esperado. Portanto, é necessário que o tratamento seja iniciado com comprimidos antivirais para diminuir a gravidade da infecção e só depois deve ser associada uma pomada, para tentar facilitar a cicatrização.

Cuidados pessoais


Com o tratamento indicado pelo médico, é importante também tomar outros cuidados principalmente para evitar que a infecção passe para outras pessoas e para aliviar os sintomas decorrentes do herpes genital:

Evitar relação sexual durante o tempo que existir as lesões, pois, mesmo com uso do preservativo há a possibilidade de não proteger a outra pessoa devido as secreções que são liberadas;


Lavar as partes íntimas somente com soro fisiológico e, se for necessário usar em conjunto com o soro um sabão especifico para a região íntima;


Usar roupa íntima de algodão, para evitar o acúmulo de umidade no local e permitir que a pele respire;


Beber bastante líquido, como por exemplo, água, chá ou água de coco;


Se acaso a pessoa sentir dor ao urinar, outra medida de cuidado é urinar com os genitais mergulhados em água morna, e no caso das mulheres é indicado afastar os lábios para que a urina não entre em contato com as lesões.


Tratamento natural


Um tratamento natural que pode ser ótimo para combater a herpes genital, além do que foi prescrito pelo médico, é o banho de assento de manjerona ou o banho de assento com hamamélis. Estas plantas medicinais possuem propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antivirais, que além de ajudar a combater o vírus, também ajuda na cicatrização.

Herpes genital na gravidez


No período de gravidez o tratamento deve ser indicado pelo obstetra, mas geralmente também é feito com comprimidos de Aciclovir, quando:

A grávida apresenta sintomas de herpes recorrente durante a gravidez: o tratamento é iniciado desde as 36 semanas de gestação até ao parto;

A gestante é infetada pela primeira vez durante a gravidez: o tratamento deve ser feito durante o período restante da gravidez e, normalmente, é recomendado fazer cesárea para evitar transmitir o vírus para o bebê.

No caso da gestante com herpes recorrente, o parto normal pode ser feito caso a mulher não apresente feridas vaginais, pois o risco de transmissão da infecção é baixo.

Quando o tratamento não é feito de forma adequada, o vírus da herpes pode ser transmitido para o bebê, causando herpes neonatal, que é uma infecção que pode afetar o sistema nervoso central e colocar a vida do bebê em risco.


Sinais de melhora X Sinais de piora


A situação de melhora no quadro de herpes genital pode surgir a partir do 5º dia de tratamento e incluem a diminuição da dor e a cicatrização das feridas na região íntima do paciente. Já os sinais de piora em que o tratamento não foi feito de forma adequada, podem surgir sinais que podem ser percebidos pelo inchaço e vermelhidão da região, assim como o preenchimento das feridas com pus. Além disso, a herpes genital pode ser transportada para outros locais do corpo quando a pessoa não lava as mãos após tocar na região íntima.

Complicações


A complicação considerada principal quando se trata de herpes genital é a infecção das feridas devido os cuidados durante o tratamento não terem sido feitos de forma correta, sendo que, quando isso acontece, o paciente deve ir ao hospital pois pode ser necessário tomar um antibiótico. Além disso, quando a pessoa tem contanto íntimo sem camisinha e sem as feridas terem cicatrizado, existe maiores chances de pegar HIV e outras doenças sexuais, caso o (a) parceiro (a) esteja infetado (a).

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Fonte: UOL e Tua Saúde

Imagem: 123RF