O calor exorbitante está tomando conta de certas regiões do Brasil. As temperaturas elevadas fizeram com que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitisse um alerta vermelho para cidades localizadas no Centro-Oeste, Sudeste e Tocantins. O comunicado do instituto é para que a população esteja atenta sobre os riscos de morte por hipertermia.


Nesta primeira semana de outubro o Inmet também apresentou o alerta diante da baixa umidade relativa do ar, que varia entre 20% e 12%. Há risco de incêndios florestais nas áreas afetadas e à saúde, como ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Esse alerta foi emitido para os seguintes Estados: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins.

Mas, o que é a hipertermia?


Diferente da hipotermia, a hipertermia ocorre quando a temperatura central do nosso corpo ultrapassa os 40°C, como explica o fisiologista Eduardo Pimenta, professor do Departamento de Esportes da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (EEFFTO – UFMG).


"A população que mais sofre são crianças e idosos. Os de mais idade, por um processo de envelhecimento das glândulas sudoríparas. Uma ineficiência do idoso de trocar calor com o ambiente. Com as crianças já é o contrário: é um processo de imaturidade desse mecanismo de termorregulação", explica o docente.


Sinais


Segundo o fisiologista, a população precisa estar atenta a certos sinais de desidratação e hipertermia. Se uma das saídas é beber bastante água e a não se expor por muito tempo ao sol, o monitoramento da urina também é essencial. "A cor da primeira urina é importante. Na internet, qualquer pessoa pode encontrar tabelas que informam o nível de hidratação representado pelo tom da urina", esclarece Pimenta.

Dessa forma, se a urina de uma pessoa está muito amarelada, ela não está consumindo a quantidade ideal de água. Se a coloração for um pouco mais para o marrom, o quadro de desidratação é ainda mais perigoso. "Todas as casas que têm grávidas, crianças e idosos precisam ter essa tabela anexada ao banheiro porque gera uma orientação com essas condutas de hidratação", recomenda o fisiologista.


Posso praticar atividade física em dias muito quentes?


De acordo com Eduardo Pimenta, o ideal é que as pessoas evitem os horários de maior exposição solar. Ele também alerta sobre a decorrência da pandemia da COVID-19, e diz que o interessante é não praticar exercícios em dias muito quentes.

A dica que ele dá para as pessoas que querem praticar alguma atividade física é seguinte: "Realizar uma hidratação prévia ajustada é fundamental. É preciso consumir de três a quatro litros de água durante o dia. Não é tomar três litros em uma hora. Essa ingestão tem que ser ajustada". Outro cuidado é ingerir comidas consideradas mais leves.

Cuidados


Para quem tem um parente idoso que mora sozinho, o fisiologista recomenda o monitoramento constante. Sinais como dor de cabeça e alterações na pressão arterial são preocupantes quanto à hipertermia. "Esse fenômeno é muito mais impactante em países com clima mais frio. Na Europa, é muito comum, quando aparecem essas ondas de calor fora de temporada, óbitos de crianças e, principalmente, de idosos. Por isso, é muito importante os parentes próximos fiscalizarem a hidratação dos idosos", explica.

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Fonte: Isto É e Correio Brasiliense

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