A punção intraóssea é um procedimento muito realizado em pacientes que passam por hemorragia ou situações de trauma. O método permite a administração da maioria dos medicamentos utilizados em emergências quando não se consegue um acesso venoso periférico. Isso faz com que a via intraóssea possa ser usada com segurança em diferentes áreas de punção, em pacientes adultos e crianças, com um risco bem baixo de complicações, sendo a mais comum o derramamento de fluidos.


Este procedimento de punção intraóssea se dá por meio da introdução de uma agulha na cavidade da medula óssea, permitindo o acesso à circulação sistêmica venosa por meio da infusão de fluido na cavidade medular, fornecendo uma via rígida, não colapsável, para a infusão de medicamentos e soluções em situações de emergência como foi mencionado acima.

Essa forma de administração de medicamentos em pacientes deu início em 1922, por Drinker e col. Em 1934, Josefson, publicou um estudo sobre a via intraóssea (IO), como substituto emergencial para a administração de líquidos em crianças. A técnica passou a ser usada com frequência crescente, entrando na rotina pré-hospitalar e pronto-socorro na década de 1940. No entanto, o surgimento dos cateteres introduzidos sob agulhas para acesso venoso, fez com que o procedimento IO caísse em desuso até a década de 1980, quando passou a ser reaplicada em crianças e depois em adultos.

Com isso, o acesso intraósseo voltou a funcionar com as atuais diretrizes mundiais de reanimação cardiopulmonar e reposição volêmica no trauma, que o posicionam como a segunda opção em sequência de acessos ou vias de administração de medicamentos, no caso de insucesso na obtenção de um acesso venoso periférico.

Com relação a medula óssea uma característica importante é seu funcionamento como uma veia rígida que não colaba em estado de hipovolemia e no choque circulatório periférico. Nesse sentido, sua indicação se dá em casos de emergência na parada cardiorrespiratória, nos choques hipovolêmico e séptico, queimaduras graves, estados epiléticos prolongados e desidratação intensa.


Além disso, acesso intraósseo realizado em situações de emergência, em geral, pode permanecer por até 24 horas após ser introduzido, sendo substituído depois deste período. A substituição é necessária não somente pela progressiva perda de sua eficiência como também por riscos adicionais de osteomielite e embolia gordurosa.

Vale ressaltar também que, de acordo com a Lei 7.498/1986, é responsabilidade do enfermeiro realizar os cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida, cabendo ao profissional a "prevenção e controle sistemático de danos que possam ser causados à clientela durante a assistência de enfermagem". O código de ética resguarda o direito de recusa do profissional quando ele não for apto a executar atividades que não sejam de sua competência técnica.


Para isso é necessário a capacitação do profissional de enfermagem para atuar em áreas de urgência e emergência e a melhor escolha é uma pós-graduação de qualidade. Então se você deseja aprimorar suas técnicas profissionais, se posicionar melhor no mercado de trabalho e ampliar sua forma de atender os pacientes, comece sua especialização em Enfermagem Urgência e Emergência e UTI "Dupla Certificação" no Incursos. Obtenha dois certificados em menor tempo e se torne um (a) especialista no assunto.


Fonte: Coren DF e Coren BA

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