A Sociedade Brasileira de Hérnia e Parede Abdominal (SBH) diz que as hérnias localizadas na parede do abdome são orifícios ou uma fraqueza na musculatura da parede abdominal. Isso acontece quando parte de um órgão, sendo mais comum as alças do intestino delgado, se desloca através de orifício, denominado anel herniário, na parede abdominal, modificando a forma do abdome.


Esse tipo de hérnia é considerado comum e acomete em torno de 20% da população brasileira. Além da fraqueza na musculatura, elas podem ocorrer por hereditariedade, cirurgias abdominais prévias, obesidade, gravidez, esforço físico, entre outras causas. Outro fator é que o diagnóstico pode surgir em qualquer idade, sendo mais frequentes em adultos.


Entre os sintomas, o mais comum deles é a dor, que está relacionada com o aumento do volume na região, provocando um abaulamento, ou seja, uma bola na forma do abdome, que se agrava com esforço físico ou quando a musculatura é contraída rapidamente em situações de tosse ou espirro.

O diagnóstico é feito com a realização de apenas um exame clínico. No entanto, em certos casos, como o de pessoas obesas e hérnias pequenas, pode ser necessário outros exames para complementar.


Tipos de hérnias


Dentre os tipos de hérnias existem quatro, sendo elas: epigástrica, inguinal, incisional e umbilical. A epigástrica ocorre na linha média do abdome, chamada de linha Alba, acima do umbigo como resultado da passagem de vasos sanguíneos que geram áreas de fraqueza na parede muscular.


A hérnia inguinal é localizada na virilha, sendo o tipo mais comum do problema. Os homens são mais vulneráveis a esse tipo de hérnia devido a fraqueza na parede muscular criada pela passagem do testículo para a bolsa escrotal. Hérnias grandes ou volumosas podem descer em direção aos testículos e são chamadas de hérnia inguinoescrotal.

Já a hérnia incisional aparece no local ou bem próximo de uma cirurgia realizada anteriormente na parede abdominal. Pode surgir tanto em poucas semanas como também vários anos depois da operação.

E, por último a hérnia umbilical, surge na região da cicatriz umbilical e pode acontecer por um defeito congênito, como o não fechamento adequado do orifício de passagem do cordão umbilical, fraqueza fisiológica associada ao aumento de pressão intra-abdominal, especialmente devido a gestação, obesidade ou outros fatores.

A ocorrência dessa hérnia é mais comum em bebês, mas neles normalmente desaparece de maneira espontânea ao longo dos primeiros anos de vida.


Tratamento


A forma mais efetiva para se tratar uma hérnia é fazendo a cirurgia, pois, a dor pode até sumir, mas, irá volta de maneira repentina. A cirurgia, normalmente, pode ser realizada de duas formas: berta e laparoscópica, procedimento minimamente invasivo.


De acordo com informações do Hospital Israelita Albert Einstein, os dois tipos de procedimentos são realizados por meio de um pequeno corte sob anestesia local ou peridural. A hérnia é empurrada para dentro do abdome e o orifício é fechado com uma tela, feita de material resistente e específico para essa correção.


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Fonte: Viva Bem

Imagem: 123RF