A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) instaladas em hospitais e unidades de saúde já foi vista com muito temor por diversas pessoas. Isso porque a impressão era de que o paciente já estava à beira da morte ao ser encaminhado para este leito especializado. Mas, ao contrário disso a UTI serve para dar o devido acolhimento aos pacientes em estado grave, pois, são pessoas com chances de sobrevida e que necessitam de monitoramento contínuo.

As UTIs são indicadas para casos específicos, por isso, podem ser divididas em: Adulto; Pediátrica; Pediátrica Mista, na qual, inclui neonatal; e Neonatal. Também há outras que são especializadas como a Cardiológica, Cirúrgica e Neurológica.

Quando a pessoa precisa ir para a UTI?


A necessidade de ir para UTI depende de cada situação. Por exemplo, existe a UTI programada em que o paciente passou por uma cirurgia cardíaca e em seguida vai para a UTI porque ainda se encontra com respiração artificial, instabilidade hemodinâmica, pressão alterada, diurese inadequada, pulmões ainda sofrendo o efeito da cirurgia. Como esses sintomas podem durar alguns dias, a necessidade de um cuidado mais próximo é maior.

Existem também aqueles pacientes que estão hospitalizados e não esperam ser encaminhado para a UTI, mas, seu quadro clínico se agrava o suficiente havendo necessidade de um tratamento mais intensivo na UTI. Geralmente, esses casos são os de infarto, arritmias, insuficiência respiratória e septicemia, conhecida como infecção generalizada. Entretanto, na maioria dos casos as pessoas conseguem se recuperar e voltar ao seu bom estado de saúde.

Diferença entre UTI e CTI


Como já foi explicado, as UTIs geralmente são voltadas para pacientes com quadro clinico crítico e instável. Além disso, são mais fáceis de serem encontradas em hospitais de médio a grande porte.


Enquanto os Centro de Terapia Intensiva (CTI), oferecem assistência intensiva sem uma patologia específica. Dessa forma, reúnem pacientes em estados graves, que também precisam de monitoramento constante, com um time amplo de profissionais da saúde, como por exemplo, pessoas que sofrem acidente.

Existe também as Unidades Semi-Intensivas, destinadas a casos menos graves. São pacientes que requerem observação e monitoração, mas que estão em processo de estabilização ou estado não muito grave.

Os principais equipamentos para montar a estrutura de uma UTI


A estruturação de uma UTI requer uma preparação detalhada e alguns equipamentos não podem faltar. Apesar de certos aparelhos servirem como complementares, outros são obrigatórios para que este setor de saúde funcione, tais como:


Oxímetro: considerado indispensável para mensurar a quantidade de oxigênio presente no sangue do paciente. O aparelho acompanha ainda sinais vitais e frequências cardíaca e respiratória;

Eletrocardiógrafo: como o nome já insinua, o aparelho é responsável por acompanhar a atividade cardíaca;

Cateteres e sondas: usado para monitorização e administração de remédios e alimentação;

Desfibrilador: indicado para os casos de paradas cardíacas;

Ventilador pulmonar: recomendado para pessoas que estão com incapacidade respiratória, o ventilador pulmonar promove suporte parcial ou total aos enfermos;

Monitor multiparamétrico: acompanha funções básicas como saturação de oxigênio e pressão arterial, assim como mudanças nos batimentos do coração;

Estativa: carrinho que serve como armazenamento para acessórios como sensores, cabos e tubos de suporte.

Segundo as normativas da ANVISA, estão relacionados ainda itens como estetoscópio, fita métrica, equipamento para ressuscitação manual, entre outros.

Cuidados Intensivos


Como a UTI oferece ao paciente um tratamento intensivo a rotina neste setor dura 24 horas por dia, ou seja, não para. Por essa razão, precisa do atendimento dos profissionais da saúde a todo tempo, até porque pode ser necessário medidas de Suporte Avançado de Vida.

Esses profissionais que se encontram na UTI precisam estar atentos aos sinais e sintomas de gravidade do paciente, saber manter os pacientes estáveis e quando necessário, tomar atitudes de maneira rápida e assertiva.


Entre os diversos cuidados intensivos se destacam a monitorização de sinais e sintomas, avaliação e manejo da dor e a avaliação nutricional e psicológica. Dessa forma, requer a presença de médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, dentistas, psicólogos, farmacêuticos, bioquímicos e assistentes sociais.

Por isso, se você atua na área da saúde e deseja trabalhar em Unidades de Terapia Intensiva, saiba que é preciso estar preparado (a) e claro, bem capacitado (a). E, nada melhor do que ampliar seu conhecimento se tornando um (a) especialista na área. Conheça e matricule-se na especialização em Enfermagem Urgência e Emergência e Enfermagem em UTI "Dupla Certificação" do Instituto Monte Pascoal. Faça a diferença no ambiente profissional e se destaque no mercado de trabalho.


Fonte: Sanar , Seucardio e Dimave

Imagem: Envato Elements