Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o Minuto Enfermagem decidiu entrevistar uma mulher que além de atuar na sua área leva conhecimento para outros profissionais como docente em nível de pós-graduação. Confira abaixo como foi a entrevista com a enfermeira do Comando de Operações Especiais do Exército Brasileiro (COPESP) e mestre em enfermagem, Cleiciane Vieira de Lima.


O que te motivou a escolher essa área de atuação e ainda, querer atuar como docente?


Na realidade minha intenção primeiramente era atuar como docente. Desde a graduação percebi que era a carreira que eu queria, dessa forma, passei a direcionar minha formação para esta área, fazendo especialização e cursos de aperfeiçoamento na área da educação e mestrado, no sentido de instrumentalizar a prática docente.

O exército surgiu depois, participei de um processo seletivo e felizmente fui a enfermeira selecionada. Hoje trabalho no Posto Médico de Guarnição de Goiânia e dentre minhas funções como Enfermeira, atuo também na Educação Permanente, não deixando o lado professora.

Você já sofreu algum preconceito na condição de mulher no ambiente profissional?


Pessoalmente não. No entanto, durante a minha carreira, por muitas vezes presenciei homens com menos capacidade assumindo papeis importantes, mesmo existindo mulheres com maior capacidade para assumir o cargo.

Atualmente, temos visto um maior número de mulheres atuando na gestão, mas lamentavelmente, elas ainda têm uma remuneração de 20% a 40% menor que a dos homens no mercado de trabalho.

Na sua opinião, qual é a razão para a área da saúde ter mais mulheres do que homens?


Esta é uma questão histórica. A área da saúde iniciou com o processo de cuidar, e quem geralmente cuidava da saúde da família eram as mulheres, elas que preparavam os remédios caseiros (chás, emplastros, alimentação diferenciada), faziam os partos, entre outros. Desse modo, as profissões na área da saúde são compostas em sua grande maioria por mulheres.


No entanto, existe um processo de feminização em profissões, historicamente masculinas, como a engenharia e a administração. As mulheres começaram a perceber que elas podiam mais e não se acomodaram, foram caminhando sem retroceder, e, a cada passo, crescendo mais e mostrando mais o seu poder. Esse empoderamento feminino, profissionalmente falando, é fruto do protagonismo feminino! As mulheres deixaram o papel de coadjuvante, para serem protagonistas.

Você acha que uma paciente é melhor atendida quando a profissional da saúde é uma mulher também?


Não vejo dessa forma. O relacionamento não tem a ver com o gênero, mas com a personalidade, ética e caráter.

Qual foi o seu maior desafio como mulher no ambiente profissional?


Acredito que o maior desafio de qualquer mulher no ambiente profissional é demonstrar que apesar de ser mulher (vaidosa, carinhosa, sensível), ela é rápida, habilidosa, pró-ativa, inteligente, responsável e forte. Além de desempenhar o seu trabalho, ela organiza, cuida e encanta.

Quais ações podem ser feitas para melhorar a saúde da mulher?


Acredito que a autoestima é a maior aliada para melhorar a saúde da mulher. A partir do momento que ela tem autoestima elevada, ela se ama e cuida de si nos aspectos biopsicossociais.

Qual recado você deixa para outras mulheres que vão entrar na mesma área de atuação que a sua?


Não seja apenas mais uma no mercado, faça a diferença e a sua vida será diferente da maioria.

Se você atua já trabalha na área da saúde e deseja aprimorar seu conhecimento e dar um passo à frente na sua carreira profissional conheça as especializações do Instituto Monte Pascoal e faça a sua matrícula. Seja um (a) especialista no assunto e se torne referência no mercado de trabalho.


Fonte: Cleiciane Vieira de Lima

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