Antes de explicar o que acontece no corpo que faz com que a doença policitemia se manifeste é preciso entender que, para o sangue ser bombeado pelo coração e percorrer nosso organismo é necessário um equilíbrio entre os elementos do sangue, sendo os glóbulos vermelhos, brancos e plaquetas. No entanto, uma mutação em um gene pode fazer com que a medula passe a produzir glóbulos vermelhos em excesso e é justamente essa condição que causa a doença policitemia, também chamada de policitemia vera ou policitemia neonatal.


A policitemia faz com que o sangue fique mais grosso dificultando o transporte pelo corpo e nos órgãos. Além disso, problemas podem ser graves já que algumas veias ou vasos sanguíneos mais finos podem acabar ficando entupidos, correndo o risco até mesmo de gerar um acidente vascular cerebral, caso isso ocorra no cérebro.


Os sintomas são diversos, tais como: dor de cabeça; falta de ar; fraqueza; vertigem; coceira, principalmente depois de tomar banho quente; sangramento nasal; visão turva; sensação de queimação nas mãos e nos pés; perda de peso; aumento do baço.

Por se tratar de uma doença pouco conhecida com a possibilidade de ocorrer em uma a cada 50 mil pessoas, e os seus sintomas serem um tanto comuns, a pessoa pode demorar para obter um diagnóstico preciso, o que normalmente acontece a partir da faixa etária adulta.


Apesar dos sintomas parecerem inofensivos, a policitemia vera pode evoluir para mielofibrose e leucemia aguda. Por isso, é fundamental consultar um médico diante dos sintomas.


Diagnóstico


Diversos exames considerados de rotina podem detectar a doença, mas, os exames de sangue conseguem avaliar os níveis de hemoglobina e hematócrito. Além disso, o médico pode perceber alguma alteração na produção de hemácias e avaliar melhor o paciente para descobrir se é ou não um caso de policitemia.

Para diagnosticar a doença com mais precisão o médico pode solicitar outros testes, como o genético ou o de nível plasmático de eritropoietina, por exemplo. Também é importante consultar um médico assim que sentir algum dos sintomas da doença e nunca tentar se automedicar.


Tratamento


Não existe cura para a policitemia, porém, é possível ter uma vida normal através do tratamento. Nesse sentido, o objetivo do tratamento é manter o nível de células no sangue adequado para que haja uma boa circulação e para que não ocorra nenhum dano no paciente por conta da doença.

Uma das principais formas de tratar a policitemia é por meio da flebotomia, um processo que consiste na extração de determinada quantidade de sangue de uma pessoa todos os dias, geralmente 500ml, com o intuito de fazer com que a produção de células para o sangue também diminua.


Com a diminuição, os intervalos para essa extração de sangue ficam cada vez maiores, chegando até meses. Já em casos mais extremos, a quimioterapia é necessária para combater o número elevado de células do sangue. Por isso, é imprescindível que o paciente nunca interrompa o seu tratamento porque sem ele a média de vida de uma pessoa que possui a policitemia tende a ser de menos de 2 anos.

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Fonte: Drauzio Varella e Trocando fraldas

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